quarta-feira, 18 de abril de 2012

É HORA DE RENEGOCIAR DÍVIDAS, COM ATENÇÃO

O Governo Federal determinou que os bancos públicos reduzissem suas taxas de juros para os consumidores, na expectativa de estimular o consumo e a renegociação de dívidas com os consumidores.

O IBEDEC orienta todos os consumidores que estejam com dívidas, adimplentes ou não, busquem uma renegociação de seus contratos com seus bancos. Porém alerta que alguns cuidados e estratégias são importantes.

Veja as Estratégias que deve utilizar:

- Procure o gerente responsável por sua conta e levante os contratos que tem, pedindo uma proposta de renegociação das taxas de juros e reparcelamento.
- Caso o gerente informe não haver disponibilidade de negociação, procure um banco público e veja os requisitos para abrir uma nova conta e fazer a portabilidade das dívidas para este novo banco, com melhores condições.
- Volte no gerente do seu banco e veja se ele consegue cobrir a proposta. Em caso de negativa, mude de banco. Dá um pouco de trabalho, mas pode ser muito vantajoso.
- Ao fazer a mudança de banco, procure certificar-se sobre quais linhas de crédito e tarifas pagará no novo banco, colocando tudo por escrito para não haver dúvidas.

José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC, ressalta que “os consumidores tem hoje que pesquisar bastante as taxas e para isto a internet é uma ótima ferramenta, já que no site da FEBRABAN e no site do BACEN é possível ter acesso às taxas de cada banco. Também nos sites dos próprios bancos são divulgadas as taxas e tarifas cobradas, o que permite uma pesquisa e uma possibilidade de economia de dinheiro sem sair de casa.”

Tardin ainda destaca alguns cuidados que os consumidores devem ter na hora de renegociar dívidas:

- Liste quais são suas dívidas e quais as taxas de juros atualmente cobradas em cada uma delas.

- Avalie com o gerente de seu banco ou com o banco para o qual pretenda migrar a conta, a possibilidade de tomar um empréstimo do tipo CDC – Crédito Direto ao Consumidor ou Crédito Consignado em Folha, para liquidar as dívidas com cartão de crédito e cheque especial, que tradicionalmente cobram as maiores taxas do mercado.

- Pesquise e pesquise muito antes de fechar os acordos. As taxas de cheque especial estão variando de 3% ao mês até 16% ao mês de um banco para outro.

- Procure pactuar parcelas e dívidas que somadas não comprometam mais do que 30% de seu salário líquido, pois você tem que levar em conta despesas com escola, remédio, vestuário, alimentação, transporte e lazer.

- Caso não consiga um acordo administrativo ou uma linha de financiamento para quitar a dívida, você pode recorrer a Justiça. Em uma ação judicial, pode-se questionar os juros cobrados (que não podem exceder a média do mercado divulgada no site do BACEN), a capitalização de juros (que é vedada pelo STF), e a cobrança de multas indevidas (acima de 2% conforme Código de Defesa do Consumidor). O consumidor pode conseguir uma boa redução na dívida, mas terá que oferecer um valor para depositar em juízo mensalmente se quiser tirar seu nome do SPC e SERASA, valor este que tem sido fixado no máximo em 30% da renda do cliente. A cobrança de tarifas para emissão de boletos também é ilegal e pode ser questionada.

O IBEDEC disponibiliza no site a Cartilha do Consumidor – Edição Especial Endividados, que contém estas e outras dicas importantes para os consumidores que precisam negociar ou se livrar das dívidas. O conteúdo é gratuito e está disponibilizado em www.ibedec.org.br ou pode ser obtida impressa no endereço do IBEDEC em São Luis


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