terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Colônias de férias são alternativas para famílias que não viajam


A época de férias da criançada nem sempre coincide com o descanso dos pais. Por isso, esse período muitas vezes se torna conturbado para quem passa o dia trabalhando enquanto os filhos deveriam estar na escola ou na creche. Eis que surge o questionamento: onde deixá-las? As colônias de férias podem ser uma opção atraente, desde que se saiba escolher a mais adequada aos pequenos.

O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) destaca alguns dos cuidados que os pais devem ter. Um deles é  dar preferência a locais recomendados por conhecidos, ou aqueles  reconhecidos no mercado. Quanto ao contrato, é preciso constar   tudo o que foi combinado, como alimentação, número de monitores, transporte, preço, forma de pagamento, e cláusula de rescisão.

A atenção é redobrada caso a colônia ofereça atividades aquáticas. A opção é vista com cautela pelo Ibedec, mas caso essa seja a escolha dos pais, é aconselhável verificar se há  coletes salva-vidas e checar o numero de monitores. No caso de crianças de até três anos, é necessário um monitor para cada três pequenos. De quatro a sete anos, o certo é existir um profissional para até    cinco crianças.

O pai do pequeno Artur Xavier, de três anos, Ezenildo Xavier Junior, não confia deixar seu filho em local que ofereça piscina.  “A gente escuta muita coisa sobre acidentes com crianças pequenas. Preferi não arriscar. Escolhi uma colônia perto do meu trabalho, no teatro”, conta.

Brinquedos
Caso estejam previstos passeios em parques,  o Ibedec recomenda que é preciso verificar se os brinquedos passaram por inspeção de segurança do poder público. O fornecedor deve ter alvará de funcionamento para atividade. Se a colônia oferecer transporte, é necessário verificar se o carro é autorizado para transporte pelo Detran; se a inspeção não está vencida; se o motorista tem habilitação para esse tipo de transporte;  e se há um monitor junto com o motorista.

O instituto lembra que nunca se deve fazer a contratação pelo fator preço ou porque é de fácil acesso. Deve-se levar em conta a segurança. O pai não deve aceitar a cláusula “isenção de responsabilidade do contratado”, pois é abusiva.

Habilidades desenvolvidas
São diversos os   critérios que motivam a escolha dos pais. A terapeuta Ana Claudia Reis, 34 anos,  por exemplo, buscava um local que pudesse oferecer atividades artísticas para seu filho Vitor, de três anos. Ela o inscreveu no teatro Mapati. “Eu tinha várias opções, mas optei por um espaço voltado para arte”, descreve.

Gabriela Gorgas, de oito anos, ficou empolgada com as atividades realizadas no teatro Mapati e pretende voltar com o irmão. “Quero ficar mais”, conta. A tia do casal de irmãos, Cassia Lyra Nascimento, 28 anos, brinca que, se pudesse, também participaria. “Eles estão adorando. Chegam de manhã uma pilha, superanimados. Saem daqui todos sujos de tinta, felizes”, revela.

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